Homepage EAA Chapter 1297 Lusitanos

Last Update: 17/07/05  |  Contact us: chapter1297@clix.pt  |  Ph: +351.963.025.680  |  Sitemap  |  Webmaster   

 

Home
Up

WAKE TURBULENCE:    O que é?!!         


A turbulência de esteira (Wake Turbulence - WT) é a perturbação deixada por um avião atrás de si, devido ao facto de as asas terem sustentação

Como se forma ?

 

    Uma asa gera depressões na parte superior (Extradorso) e sobrepressões na parte inferior (intradorso). O ar desloca-se da área das altas pressões para a de baixas pressões; assim o ar “tenta” passar do lado de baixo da asa para o de cima pela ponta da asa, originando-se um fluxo de ar que na parte inferior se afasta do centro para a extremidade da asa, onde “enrola” para passar para o lado superior, havendo aí um fluxo de ar no sentido da ponta para o meio.
    Forma-se assim uma circulação em "vortex" ao longo de toda a asa, mas mais forte e visível na extremidade.

    Os helicópteros também produzem este efeito, que pode ser muito mais forte que o que é produzido por um avião do mesmo peso; os helicópteros com duas pás produzem um efeito superior aos que têm maior número de pás

De que depende ?

    A Turbulência de esteira depende sobretudo do PESO, ENVERGADURA e CONFIGURAÇÃO da asa.
    A intensidade maior verifica-se em grandes aviões a baixa velocidade, mas os helicópteros a baixas velocidades (20 a 50 Kts) produzem um efeito muito forte, principalmente os que têm duas pás apenas no rotor principal.

Quais os Efeitos ?

    Há uns casos raros de danos estruturais provocados pela turbulência de esteira, mas o maior e mais frequente perigo é o rolamento e/ou guinada não controlados.
    Isto é particularmente perigoso na descolagem e aterragem, pela pouca altura disponível para a recuperação.
    O efeito em rolamento pode ser violentíssimo, de modo que mesmo em aviões com excelente autoridade de comandos podem não conseguir anulá-lo.
    Na descolagem os vórtices aparecem assim que se começa a produzir sustentação , mas não são pronunciados até que o avião saia de efeito de solo.
    Durante aterragem, a intensidade dos vórtices é também fortemente reduzida logo que um avião entra em efeito de solo.
    Em condições de vento calmo os vórtices de um avião em aproximação afundam-se até ao solo e afastam-se lateralmente. Porém um vento cruzado com 3 a 4 Kts empurrará o vórtice do lado do vento para o eixo da pista.
    Em aeródromos controlados, o Controlador aplica a separação correcta entre aeronaves, conforme a Categoria de Peso de cada. Um avião ligeiro (Categ. “L”) é separado de 5 NM atrás de um Médio (Categ. “M”); e 6 NM atrás de um Pesado (Categ. “H”). 
    Não havendo separação radar, o espaçamento deve ser dado em tempo. Um avião ligeiro deve manter uma separação mínima de 3 min. à chegada atrás de um avião Médio ou Pesado. A separação para a descolagem é de 2 min. (ou para 3 min., se estiver a descolar de uma posição intermédia da pista).
    A descolagem deve ser prevista para um ponto anterior ao do avião precedente, e a subida acima da linha de subida do avião precedente, se possível, desviada um pouco para o lado do vento.
    A aterragem deve ser prevista para um ponto abundantemente à frente do avião que aterrou anteriormente, e acima da sua linha de descida. Se está a aterrar e o avião precedente descolou, aterre bem atrás do ponto em que ele fez a rotação!
    Finalmente, lembre-se que a turbulência de esteira é muitas vezes pré-anunciada por um efeito suave, que em seguida se torna subitamente muito violento. Por isso, se suspeitar que está a entrar numa esteira, mesmo que suave, não hesite e tome acção evasiva imediatamente!!!

Vasco N. Morão

 

Home | Artigos | Topo da Página

Clic for English

 

 

EAA Chapter 1297 - Lusitanos ® Aeródromo Municipal de Cascais
 Salas 15 e 16, Tires ® 2785-632 S. Domingos de Rana - Portugal ü